Nem só de Conca, Montillo, D`Alessandro e Petkovic vive o futebol brasileiro. Muitos estrangeiros já fracassaram por aqui.
Relembre abaixo alguns casos de muitas promessas e pouca bola.Maxi Biancucchi, Flamengo (2007 - 2009)
Maxi: primo de Messi até teve início promissor,mas nunca se firmou (Foto: Agência O Globo)
Por onde anda?
Em 2010, rescindiu com o Flamengo e acertou com o Cruz Azul, do México. Atualmente, defende o Olímpia, do Paraguai, onde vem agradando, mas não é titular absoluto.
“É um jogador que desequilibra. É reserva, mas tem entrado durante os jogos e sua contribuição tem sido muito boa. No último clássico, contra o Cerro Porteño, deu o passe para o gol da vitória por 2 a 1. Não sei se enfrenta algum problema físico, pois não emplaca como titular”, Jorge Reis, repórter do diário paraguaio ABC.
Defederico, Corinthians (2009 - 2010)
O Corinthians o contratou como o ‘novo Messi’, e o marketing do clube logo o deu a camisa 10. No entanto, o meia argentino nunca emplacou no Timão e chegou a disputar jogos pelo time Sub-23 em 2010.
'Novo Messi' chegou a ser rebaixado para o time sub-23 do Timão (Foto: Daniel Augusto Jr. / Ag. Estado)“No Brasil, todos estão cientes de suas características. No entanto, a instabilidade do Independiente não tem o favorecido. Jogando com entusiasmo e compromisso, ele tem trabalhado em diferentes partes do ataque. Mas se você me perguntar se ele tem se destacado, a resposta é muito menos do que se pensava anteriormente” – Fernando Pacini, comentarista da TyC Sports.
Leandro Zárate, Botafogo (2008)
Zárate: muitos quilos e poucos gols no Botafogo(Foto: Lance Press)
Por onde anda?
Retornou à Argentina em 2009. Hoje, disputa a Segunda Divisão pelo Santa Fé - atual líder da competição -, mas os problemas com o peso continuam.
“Na Argentina, Zárate é conhecido como Chancha (Porca) por sua predisposição para o sobrepeso. No Santa Fé, jogou em 17 jogos e marcou três gols. Alguns problemas disciplinares têm conspirado contra. Por exemplo, perdeu o treino na última segunda-feira, voltou e pediu desculpas. Por esses contratempos habituais, seu potencial e qualidade, não correspondem com seu presente. Hoje, não é titular de seu time” – Fernando Pacini, comentarista da TyC Sports.
Pablo Armero, Palmeiras (2009 - 2010)
Não se pode dizer que Armero não foi bem no Brasil. Lateral raçudo e veloz, teve um bom início no Palmeiras em 2009. Entretanto, teve uma grande queda e chegou chorar após ser substituído por Muricy Ramalho em um jogo. Sua principal ‘contribuição’ ao futebol brasileiro foi uma dancinha que fez na comemoração de um gol contra o Santos, no Paulistão 2010. A dança ficou conhecida como ‘Armeration’
Por onde anda?
“Chegou ao Udinese (em 2010) e vem sendo bem aproveitado pelo técnico Francesco Guidolin. Como é um lateral de força, seu estilo se encaixa no futebol italiano. Deu sorte de entrar em um time que, se não é um dos grandes da Itália, possui uma base formada há um bom tempo e que faz boa campanha no Calcio brigando por vaga na Champions e tudo mais. Titular, fez dois gols e deu duas assistências na temporada” – Marcos Felipe – repórter de futebol internacional do GLOBOESPORTE.COM
Horácio Peralta, Flamengo (2006)
Mais um contratado com ajuda dos DVDs. Comparado a Recoba, o uruguaio chegou ao Flamengo em 2006. No Rio, é mais lembrado por suas noitadas. Foi flagrado bebendo e fumando em bares e teve o contrato rescindido após nove meses no clube. Fez parte do grupo que conquistou a Copa do Brasil.
Por onde anda?
Titular na última rodada do Campeonato Uruguaio, Peralta sequer foi relacionado para o jogo contra o Fluminense, na quarta-feira. O técnico Juan Ramon Carrasco faz um rodízio. Continua polêmico, quase foi dispensado recentemente, mas foi mantido no elenco do Nacional-URU pela qualidade, apesar dos altos e baixos.
Castillo, Botafogo (2008 - 2009)
Seu simples nome provoca arrepios nos botafoguenses. O goleiro da seleção do Uruguai chegou ao clube em 2008 e até teve um bom início. Na sequência, no entanto, contabilizou inúmeras falhas. Deixou o Alvinegro em 2009.
Castillo: só o nome causa arrepios nos botafoguenses (Foto: Divulgação/Site Oficial)Por mais que isso possa parecer inacreditável para os botafoguenses, Castillo segue na seleção uruguaia e tem moral no Colo Colo, seu atual time. Nem mesmo a falha no gol de Elano pela Libertadores diminuiu seu prestígio no Chile.
“Castillo vem sendo uma peça importante no Colo Colo. Ele tem experiência e é bom. principalmente quando sai do gol para abafar o adversário. Sabemos que ele era criticado no Botafogo por sua irregularidade, mas aqui ele tem feito bons jogos. Também é muito querido pela torcida porque, por causa dos cabelos longos e a faixa na cabeça, ele fica muito parecido com o mascote oficial do clube, o Cacique" - Gastón Fauré, da rádio Cooperativa, de Santiago.
Pinilla, Vasco (2008)
Pinilla comemora gol pelo Palermo (Getty Image)Por onde anda?
“Chegou no Palermo sob desconfiança, mas começou a atual temporada muito bem, fazendo muitos gols. Mas depois voltou a conviver com lesões e não se mantém no time titular. Ao contrario do Armero, pegou um time muito inconstante” – Marcos Felipe – repórter de futebol internacional do GLOBOESPORTE.COM.
Santiago “El Tanque”, Corinthians (2002)
El Tanque: fracasso no Brasil, sucesso na Argentina(Foto: Reprodução)
Por onde anda?
Se não foi bem no Brasil, o uruguaio brilha na Argentina. Pelo Banfield, foi artilheiro do campeonato nacional na temporada passada e está na lista de jogadores pretendidos pelo Boca Juniors.
“Teve um excelente ano pelo Banfield, quando foi campeão (23 gols em 35 partidas). Há um ano, retornou ao Vélez. É titular indiscutível. Silva é um jogador de personalidade. Joga bem por baixo e dispõe de uma grande cabeçada. Evidentemente, alcançou sua plenitude nos últimos dois anos. O Boca Juniors já começou a sondar seus serviços para a próxima temporada” – Fernando Pacini, comentarista da TyC Sports.
Outros que não maracaram época
Abondanzieri, Inter (2010) – Multicampeão pelo Boca Juniors, o argentino chegou ao Beira-Rio como solução para o gol colorado. Não foi bem e, após seis meses, já era a terceira opção de Celso Roth. Abandonou o futebol aos 38 anos.
Abubakar, Inter, Vasco e Caxias (2006 -2010) - O nigeriano fracassou em três clubes brasileiros. Em 2010, transferiu-se para o Qormi, de Malta.
Aluspah Brewah, Flamengo (2004) - Sem dinheiro, o Flamengo precisava de um atacante para substituir Edilson em 2004 e apostou no jogador nascido em Serra Leoa. Chegou à Gávea com fama de veloz, uma vez que corria 100 metros em um pouco mais de dez segundos. Não chegou a disputar uma partida oficial, mas entrou para o folclore rubro-negro. Teve uma rápida passagem pelo Fortaleza. Mais tarde, rodou pelo futebol da Suécia e naturalizou-se sueco. Parou na China, teve passagem sem brilho pelo Jiangsu Sainty e atualmente duela com Obina no Tiajin Sonjiang.
Bolaños, Santos e Inter (2009 - 2010) - Destaque ao lado de Guerrón do título continental da LDU em 2008, fracassou no Santos e no Inter. Voltou ao Equador para jogar no Barcelona de Guaiaquil e em 2011 acertou por empréstimo com a LDU. Foi baleado no início do ano no braço e no ombro, mas voltou aos campos - com brilho - no fim de março.
Carini, Atlético-MG (2009 - 2010) – O goleiro uruguaio chegou ao Galo com status de grande contratação. Falhou muito no Brasileirão 2009 e amargou a reserva. Voltou a seus país para defender o Peñarol.
Celso Ayala, São Paulo (2000) – Chegou ao Morumbi para repetir o sucesso do companheiro de zaga de seleção paraguaia, Carlos Gamarra, no futebol brasileiro. Fracassou. Encerrou a carreira em 2006.
Édison Mendez, Atlético-MG (2010) – Carrasco do Fluminense na Copa Sul-Americana de 2009, foi contratado pelo Galo. Já chegou machucado, pouco jogou e foi negociado com o Emelec, do Equador.
Emiliano Dudar, Vasco (2006-2007) – Após deixar o Vasco em 2008, zagueiro argentino faz carreira na Súça. Atualmente defende o Young Boys
Equi González, Fluminense (2009 - 2010) – Campeão brasileiro pelo Fluminense em 2010, quase ninguém nas Laranjeiras notou que o meia argentino se transferiu para a LDU neste ano.
Escalada, Botafogo (2008) – Deixou o Alvinegro em 2008. Rodou por EUA, Argentina e Colômbia. Hoje joga pelo Sporting Cristal-PER.
Escudero, Corinthians (2009 - 2010) – Após fracassar no Corinthians, retornou ao Argentinos Jrs.
Gioino, Palmeiras (2005 - 2006) - Após deixar o Palmeiras em 2006, ainda teve uma rápida passagem pelo Gama. Desde 2009 atua pelo Coquimbo Unido, do Chile
Henao, Santos (2005) – O goleiro colombiano brilhou pelo Once Caldas na conquista da Libertadores em 2004 e foi contratado pelo Santos. Na Vila, apenas trapalhadas. Ídolo do Once Caldas, voltou ao clube.
Hidalgo, Inter e Grêmio (2006 - 2008) – Apesar de não deixar saudades, o lateral Hidalgo atuou nos dois principais clubes de Porto Alegre. Atalmente está no Cienciano, do Peru.
Hugo Colace, Flamengo (2005 e 2006) – Não teve muitas chances no Flamengo de Joel Santana. Quando as teve, foi expulso com cinco minutos de jogo em um clássico contra o Vasco no Brasileirão 2007. O volante argentino defende atualmente o Barnsley, da Segunda Divisão inglesa.
José Dominguez, Vasco (2005) – O meia português abandonou o futebol após deixar o Vasco em 2005. Sem sucesso, tentou seguir carreira no Beach Soccer.
Reasco, São Paulo (2006 - 2008) - Após frequentar mais o departamento médico do São Paulo do que o gramado do Morumbi, o lateral equatorriano retornou a LDU para substituir Guerrón, negociado depois da conquista da Libertadores, em 2008. É titular absoluto.
Rondon, São Paulo (2004) – Após grande atuação contra o São Paulo na Libertadores de 2004, o atacante venezuelano foi contratado pelo Tricolor para substituir Luís Fabiano, negociado com o Porto. Virou piada entre os rivais. Atualmente defende o Aragua, da Venezuela
Rubens Sambueza, Flamengo (2008) – Meia de origem, o argentino foi utilizado por Caio Junior na lateral-esquerda em uma partida contra o Atlético-MG. O time perdeu por 3 a 0 e o jogador perdeu espaço. Desde 2010, joga no Tecos, do México. Chamou a atenção no noticiário internacional porque foi expulso em um amistoso após desferir uma cabeçada em um árbitro.
Sebá Dominguez, Corinthians (2005 - 2006) – Foi campeão brasileiro em 2005 pelo Timão, mas nunca convenceu, principalmente pelo grande número de gols contra. Ajudou o América-MEX a eliminar o Flamengo da Libertadores em 2008. Voltou à Argentina e, atualmente, defende o Vélez.
Tadic, Vasco (2004) - O goleiro sérvio, amigo de Petkovic, não convenceu embaixo das traves. Virou empresário de jogadores, como o lateral Jonathan, do Santos
Urrutia, Fluminense (2009) - Capitão da LDU na conquista da Libertadores sobre o Fluminense, desembarcou nas Laranjeiras como maestro. Lesionado, pouco jogou e retornou ao clube equatoriano.
Villanueva, Vasco (2008) – O atacante chileno deixou o Vasco para atuar ao lado de Rivaldo no Bunyodkor, do Uzbequistão. No país, foi comandado por Zico e Felipão. Após rápida passagem pelo futebol chinês, retornou ao Chile para jogar pelo Universidad Católica.
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